terça-feira, 25 de outubro de 2011

Estações ferroviárias em selos





Estação Central do Brasil:
A estação ferroviária Central do Brasil, localizada no centro da cidade do Rio de Janeiro, é a estação de trem mais conhecida do Brasil. Já foi chamada de Estação do Campo, Estação da Corte e, até o ano de 1998, de Estação Dom Pedro II, denominação pela qual também é conhecida.
A estação foi inaugurada em 29 de março de 1858, com uma viagem feita com a comitiva imperial. O prédio foi reformado anos mais tarde e demolido nos anos 30. A estrutura atual começou a ser erguida em 1935, com um corpo principal de sete pavimentos, uma torre com 28 andares, 134 metros de altura e plataformas de trem. Em 1943, foi inaugurada a nova estação inspirada no movimento artístico art déco, com o grande relógio de quatro faces. No entorno foram criados terminais para ônibus e metrô integrados à ferrovia.
Hoje, da Central do Brasil saem trens de diversos ramais ligando o Centro aos demais bairros da Zona Norte e Oeste do Rio de Janeiro, além dos 11 municípios da Baixada Fluminense. Cerca de 600 mil pessoas circulam pela Central do Brasil por dia. Tornou-se um verdadeiro centro comercial e um ponto de encontro entre amigos. São inúmeros serviços, além de entretenimento e diversão.
SuperVia - Concessionária de Transportes Ferroviários S/A - Trens Urbanos





Estação Júlio Prestes:
A imponente Estação Júlio Prestes, um dos cartões postais de São Paulo, foi projetada pelo arquiteto Cristiano Stockler das Neves e levou mais de dez anos para ser construída, entre 1926 e 1938. O complexo nasceu da necessidade da antiga Estrada de Ferro Sorocabana em construir uma nova estação mais adequada ao transporte de passageiros e em harmonia com a arquitetura da cidade no início do século XX. A riqueza do café impulsionou o empreendimento.
O primeiro edifício chamado de “Estação São Paulo”, que ficava na esquina das hoje ruas Mauá e General Couto de Magalhães, foi inaugurado em 1875. Ali, funcionou até 1914. Restaurado, o edifício acabou se transformando no Museu Estação Pinacoteca.
Até 1951, a estação manteve o mesmo nome original: São Paulo. Desde então, passou a ser denominada Estação Júlio Prestes, em homenagem ao ex-presidente do Estado de São Paulo e presidente do Brasil eleito pelo voto popular em 1930, mas impedido de assumir o cargo por um golpe militar no mesmo ano que constituiu uma junta militar e concedeu o poder a Getúlio Vargas, líder das forças revolucionárias.
O complexo da Estação Júlio Prestes segue marcando sua presença na cidade, contribuindo com a cultura, a arquitetura e a história, além de servir milhares de passageiros que utilizam os trens da Linha 8-Diamante da CPTM.
Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM




Estação da Luz:
Ponto turístico e um dos poucos monumentos históricos da cidade tombado como patrimônio nacional, a Estação da Luz, hoje operada pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), completou, no dia 1º de março de 2011, 110 anos de existência. Cantada e descrita em verso e prosa, retratada em diversas manifestações culturais, exposições fotográficas, cartões postais, novelas, minisséries e até mesmo em propagandas comerciais, a edificação foi ponto fundamental para o desenvolvimento da cidade no século XX.
Além de embelezar a cidade com a sua arquitetura inglesa, de forte inspiração vitoriana, a Estação da Luz ainda hoje exerce papel tão importante quanto o da sua origem, no início do século passado, quando o principal objetivo era escoar a produção de café para o porto de Santos. Atualmente, mais de 400 mil pessoas circulam pela estação.
Durante esses anos, sua imagem foi se fixando como símbolo de São Paulo. Seu conjunto arquitetônico não é só um referencial urbano, faz parte da vida do município.
A Estação também oferece acesso à diversas atrações culturais de São Paulo como a Pinacoteca, o Museu de Arte Sacra e a Sala São Paulo. Além disso, o prédio da estação abriga em seus andares superiores o Museu da Língua Portuguesa.
O primeiro prédio da Luz ocupava uma edificação acanhada e era chamada “Estação São Paulo”. Só a partir de 1901, data de inauguração do prédio atual, é que ela foi denominada Estação da Luz.



Fonte Revista Cofi Digital - Correios

TREM DE FERRO



Café com pão
Café com pão
Café com pão

Virge Maria que foi isso maquinista?

Agora sim
Café com pão
Agora sim
Voa, fumaça
Corre, cerca
Ai seu foguista
Bota fogo
Na fornalha
Que eu preciso
Muita força
Muita força
Muita força
(trem de ferro, trem de ferro)

Oô...
Foge, bicho
Foge, povo
Passa ponte
Passa poste
Passa pasto
Passa boi
Passa boiada
Passa galho
Da ingazeira
Debruçada
No riacho
Que vontade
De cantar!
Oô...
(café com pão é muito bom)

Quando me prendero
No canaviá
Cada pé de cana
Era um oficiá
Oô...
Menina bonita
Do vestido verde
Me dá tua boca
Pra matar minha sede
Oô...
Vou mimbora vou mimbora
Não gosto daqui
Nasci no sertão
Sou de Ouricuri
Oô...

Vou depressa
Vou correndo
Vou na toda
Que só levo
Pouca gente
Pouca gente
Pouca gente...
(trem de ferro, trem de ferro)

Manuel Bandeira

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

TREM DA VIDA




Há algum tempo atrás, li um livro que comparava
a vida a uma viagem de trem. Uma leitura extremamente interessante, quando bem interpretada.

Isso mesmo, a vida não passa de uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, alguns acidentes, surpresas agradáveis em alguns embarques e grandes tristezas em outros.

Quando nascemos, entramos nesse trem e nos deparamos com algumas pessoas que julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco : nossos pais. Infelizmente, isso não é verdade; em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos de seu carinho, amizade e companhia insubstituível... mas isso não impede que, durante a viagem, pessoas interessantes e que virão a ser super especiais para nós, embarquem.

Chegam nossos irmãos, amigos e amores maravilhosos.

Muitas pessoas tomam esse trem apenas a passeio. Outros encontrarão nessa viagem somente tristezas. Ainda outros circularão pelo trem, prontos a ajudar a quem precisa. Muitos descem e deixam saudades eternas, outros tantos passam por ele de uma forma que, quando desocupam seu acento, ninguém nem sequer percebe.

Curioso é constatar que alguns passageiros que nos são tão caros, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos; portanto, somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não impede, é claro, que durante o trajeto, atravessemos com grande dificuldade nosso vagão e cheguemos até eles... só que, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já terá alguém ocupando aquele lugar.

Não importa, é assim a viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas... porém, jamais, retornos. Façamos essa viagem, então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com todos os passageiros, procurando, em cada um deles, o que tiverem de melhor, lembrando, sempre, que, em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e, provavelmente, precisaremos entender porque nós também fraquejaremos muitas vezes e, com certeza, haverá alguém que nos entenderá.

O grande mistério, afinal, é que jamais saberemos em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado.

Eu fico pensando se quando descer desse trem sentirei saudades ... acredito que sim. Me separar de alguns amigos que fiz nele será, no mínimo dolorido. Deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos, com certeza será muito triste, mas me agarro na esperança que, em algum momento, estarei na estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram... e o que vai me deixar feliz, será pensar que eu colaborei para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.

Amigos, façamos com que a nossa estada, nesse trem, seja tranqüila, que tenha valido a pena e que, quando chegar a hora de desembarcarmos, o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações para aqueles que prosseguirem a viagem.


Silvana Duboc - O Pensador


Foto do Trem da Internet - Cena cotidiana na Índia

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

MARIA FUMAÇA NA SERRA GAÚCHA


O passeio de Maria Fumaça na Serra Gaúcha se caracteriza pela mistura de alegria, animação e nostalgia. Passando pelas cidades de Bento Gonçalves, Garibaldi e Carlos Barbosa, os 23 quilômetros do passeio que tem duração de 1h. e 30 min, reservam além de belas paisagens,shows, música e gastronomia local.


O trem está em perfeito estado de conservação, até seus bancos são como os originais, de madeira pura. Prova disso é que essa Maria Fumaça foi utilizada para as filmagens do "Quatrilho", filme indicado ao Oscar na categoria de melhor filme estrangeiro.